O Mundo em Guerra
MUNDO & GEOPOLÍTICA
Ivanildo Sampaio
3/15/20264 min ler


Primeiro, foi Vladimir Putin invadindo a Ucrânia e tomando para si partes consideráveis do País, com o argumento de que, num passado remoto, aquelas terras já pertenciam à Rússia "czarista". Os ucranianos protestaram e reagiram, a ONU, absolutamente impotente e desprestigiada, fez a lamúria de sempre, alguns países da Europa ficaram calados, a Rússia continuou usando seu poder de fogo e matando, diariamente, civis ucranianos que não conseguiam ainda deixar o chão do País.
Alguns países ocidentais ajudaram a Ucrânia nesse combate desigual, os Estados Unidos inclusive, embora desde o início Donald Trump sempre estivesse de olho nos minerais raros do país – e nunca escondesse isso. Sem esquecer que ele e seu Secretário de Guerra humilharam, publicamente diante de câmeras de televisão, o Presidente Volodymyr Zelensky. Que se não precisasse tanto, jamais deveria ter pisado o chão da Casa Branca.
Ao mesmo tempo, o premier israelense Benjamin Netanyahu, um belicista confesso, comandava a morte de milhares de inocentes na Faixa de Gaza, incluindo mulheres, crianças e idosos, com a estrambótica desculpa de que combatia o Hezbollah. Mas como reagiria agora essa mesma mentira, bombardeando bairros residenciais e até a orla marítima de Beirute. Novamente centenas pagam com a vida esses crimes sem punição. O sonho dos governantes de Israel é ocuparem, sozinhos, todo o Oriente Médio, banindo dali todas as nações e todos os povos não judeus.
Do lado de cá, Donald Trump invadiu a Venezuela, sequestrou Nicolás Maduro, escondeu numa prisão norte-americana e ninguém nunca mais ouviu falar. Em seguida, e aposse do sistema petrolífero a Venezuela, que possui uma das maiores reservas do mundo. E ameaça todos os dias Cuba e o povo cubano, que desde o Governo Kennedy, nos anos 60 do século passado, parrou no tempo.
Foi parada, pelas sanções externas que lhe foram impostas. Mas, assim como se faz falar mais de Nicolás Maduro, que ninguém sabe se está vivo ("ou foi suicidado"), o presidente Donald Trump também não falou mais de barcos gigantes transportando drogues pelo Mar do Caribe, que ele, de graça, mandava bombardear. Por conta disso, centenas de pessoas inocentes foram morar sepultadas no fundo do mar. No Iraque, por determinação Donald Trump, novos bombardeios atingiram criminosamente uma escola pública, deixando um saldo de dezenas de jovens assassinados, entre milhares de outros inocentes vítimas da insanidade belicosa do presidente dos Estados Unidos.
As forças armadas iranianas, com poder de fogo muito inferior ao seus adversários, não conseguem se poder – mas não vai poder, sempre. O líder maior do País foi assassinado. O Filho e substituto vive sob ameaça, de Trump e de Netanyahu. Certamente, não vai escapar. Os bombardeios continuam matando civis e inocentes, o mundo se cala diante disso. Mais cedo ou mais tarde, irá vai calar, assim como caiu Saddam Hussein, no Iraque, acusado de guardar armas químicas que nunca existiram. Com maioria no Congresso norte-americano e uma equipe de extremistas, como ele, Trump faria inveja a Adolf Hitler, se ele vivo fosse. Na verdade, não há um único país no mundo que não tenha sido afetado por esse novo conflito, tendo Donald Trump como condutor e Benjamin Netanyahu como fiel escudeiro.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde é escoado todo o petróleo produzido no Oriente Médio, ameaça destruir refinarias nos países vizinhos, aposta na tese do "perdido por um, perdido por mil". A Rússia e a China, potências nucleares capazes de confrontar os Estados Unidos, têm, ambas, até agora, para o bem da humanidade, se mantido afastados do conflito. Preferem cuidar de seus problemas e dos seus interesses – que são muitos e diversos, mundo a fora.
Nesse conflito, o Brasil não é imune. Mas tem recebido de ameaças veladas, como aquelas que comparam as gangs do narcotráfico a grupos terroristas. Se o Brasil, antes da guerra da Ucrânia, já havia sido atingido, com impactos na importação dos fertilizantes necessários para o agronegócio, agora sofre queda nas exportações de carne e grãos, produtos que atingem países em conflitos e seus maiores compradores. Mas, a maior preocupação do Brasil e de muitos outros países do mundo é total incerteza em relação ao futuro, que nãoestá tão longe assim e nem tão alarme há de pensar como o Irã e o Líbano, que Israel que ver riscados do mapa mundial?
Assim como Adolf Hitler queria ver o fim dos judeus na face da terra? Até quando as nações democráticas vão suportar conviver com "A Doutrina Trump"? O Congresso Norte-americano continuará submisso, acovardado, chancelando todos os atos, até mesmo os ilegais e criminosos do presidente? A Rússia e a China permanecerão caladas, elas também cuidando desses interesses e mais ou menos alheias ao que acontece no Ocidente? Não custa lembrar que Adolf Hitler começou assim, aos poucos, com a apropriação dos Sudetos, depois veio a anexação da Áustria e primeiras agressões à comunidade...
Com a invasão da Tchecoslováquia, os líderes europeus acordaram. Mas as forças de Hitler já estavam espalhando terror e morte pelo resto da Europa. Nesse quadro de hoje, Donald Trump e Netanyahu são a caixa e a caçamba. Que um quer para si todos os recursos naturais estratégicos do mundo. O outro quer que o Oriente Médio todos os não judeus que estão ali há mais de dequinhentos mil anos, para ocupar com os seus o chão de que hoje se cobrede sangue.